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4 de agosto de 2026

A busca por uma tabela de preço de alqueire de terra atualizada 2026 ganhou relevância entre produtores, investidores, herdeiros e compradores de imóveis rurais diante das diferenças expressivas entre regiões e tipos de solo no Brasil. A referência pública mais consistente para orientar a análise é o Valor da Terra Nua (VTN), divulgado em reais por hectare, enquanto o preço final por alqueire depende da medida regional adotada e de características locais, como aptidão agrícola, infraestrutura, acesso à água e situação documental. Em 2026, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) atualizou sua pauta de valores para titulação em 24 de março, oferecendo um parâmetro oficial importante, embora não substitua avaliação de mercado.
Não existe uma tabela nacional única que determine quanto vale um alqueire em todo o território brasileiro. O motivo é duplo: o alqueire não tem tamanho padronizado no país e a terra rural apresenta ampla variação econômica. Por isso, a unidade técnica mais adequada para comparar valores é o hectare. A partir do preço por hectare, o interessado pode aplicar a conversão correspondente à medida tradicional usada no município ou no estado.
A Pauta de Valores da Terra Nua para Titulação do INCRA disponibiliza referências de VTN mínimo, médio e máximo por região rural. A planilha atualizada em 2026 é voltada principalmente a processos de regularização e titulação conduzidos pela autarquia. Dessa forma, seus números devem ser entendidos como base administrativa e técnica, não como cotação obrigatória nem como anúncio de venda aplicável a qualquer fazenda ou sítio.
Na prática, uma área com solo corrigido, lavoura consolidada, energia elétrica, estradas transitáveis, armazenagem próxima e boa logística pode ser negociada acima das faixas gerais. No sentido contrário, imóveis com restrições ambientais, topografia difícil, baixa fertilidade, acesso precário ou pendências no Cadastro Ambiental Rural e no registro imobiliário podem sofrer desconto. Benfeitorias, rebanho, máquinas e produção em curso também não integram automaticamente o conceito de terra nua.
Levantamentos setoriais compilados a partir de dados do mercado apontam que, em termos amplos, áreas do Sul podem alcançar faixas de aproximadamente R$ 80 mil a R$ 112 mil por hectare; no Sudeste, estimativas recorrentes ficam entre R$ 40 mil e R$ 90 mil por hectare; e no Nordeste, entre R$ 10 mil e R$ 35 mil por hectare. Esses intervalos são indicativos e reúnem terras de perfis distintos, portanto não devem ser lidos como preço fechado para todos os municípios.
A fórmula é simples: valor do alqueire = valor por hectare × quantidade de hectares do alqueire regional. O ponto decisivo é confirmar qual medida consta no contrato, na matrícula e na prática local. Em negociações rurais, a recomendação é registrar sempre a área também em hectares, unidade do Sistema Internacional e padrão presente em documentos oficiais, georreferenciamento e cadastros.
Os tipos mais citados são o alqueire paulista, equivalente a 2,42 hectares; o alqueire mineiro ou goiano, com 4,84 hectares; o sul-mineiro, com 4 hectares; e o baiano, com 9,68 hectares. Assim, uma mesma terra cotada a R$ 30 mil por hectare corresponderia a cerca de R$ 72,6 mil no padrão paulista e R$ 145,2 mil no padrão mineiro ou goiano. A diferença não representa valorização do imóvel, mas apenas a dimensão física distinta de cada alqueire.
Como exemplo matemático, uma média nacional de R$ 22.951,94 por hectare, mencionada em compilação baseada no Atlas do Mercado de Terras, resultaria em aproximadamente R$ 55.572 por alqueire paulista e R$ 111.081 por alqueire mineiro. O cálculo ajuda a visualizar a conversão, mas não autoriza concluir que esses sejam os valores praticados em determinada cidade em agosto de 2026.
| Tipo de alqueire | Equivalência em hectares | Valor com R$ 22.951,94/ha | Uso mais associado |
|---|---|---|---|
| Paulista | 2,42 ha | R$ 55.543,69 | São Paulo e parte de outras regiões |
| Mineiro ou goiano | 4,84 ha | R$ 111.087,39 | Minas Gerais, Goiás e áreas vizinhas |
| Sul-mineiro | 4,00 ha | R$ 91.807,76 | Municípios do Sul de Minas |
| Baiano | 9,68 ha | R$ 222.174,78 | Bahia e referências regionais |
Os valores da tabela são uma simulação de conversão, calculada sobre a referência de R$ 22.951,94 por hectare. Eles não equivalem a uma pesquisa de preços por município e não incluem benfeitorias, impostos, custos cartoriais ou condições específicas de pagamento. Para consultar os dados administrativos completos, o INCRA mantém disponível a planilha oficial da Pauta de Valores 2026.
O preço varia conforme estado, município, tipo de alqueire e qualidade da área. Não há valor único nacional. O caminho mais seguro é identificar o VTN ou a cotação por hectare local e multiplicar pela equivalência regional do alqueire.
O alqueire paulista possui 2,42 hectares, enquanto o mineiro, também chamado de goiano em muitas regiões, possui 4,84 hectares. Portanto, o alqueire mineiro representa exatamente o dobro da área do paulista.
Não. O VTN é uma referência para terra nua, sem considerar construções, equipamentos, lavouras, rebanhos e outras benfeitorias. Além disso, a pauta do INCRA atende finalidades administrativas de titulação e não substitui uma avaliação mercadológica individual.
Verifique a matrícula do imóvel, o memorial descritivo, o CCIR e os contratos existentes. Em caso de divergência, priorize hectares e metros quadrados, que são unidades objetivas para formalizar a negociação.
Além das referências federais, a Emater-MG disponibiliza informações sobre Valores de Terra Nua. Ainda assim, a consulta deve ser complementada por dados de negócios recentes, corretores rurais e profissionais habilitados na comarca.
A tabela de preço de alqueire de terra atualizada 2026 deve ser usada como instrumento de comparação, e não como substituta de avaliação. A atualização da pauta de VTN pelo INCRA reforça a importância de trabalhar com valores por hectare e dados territorializados. Antes de comprar, vender, arrendar, partilhar ou oferecer uma área como garantia, é recomendável confrontar a referência pública com negócios efetivamente realizados na região, condições agronômicas e documentação do imóvel. A conversão correta entre hectare e alqueire é o primeiro passo para evitar erros que podem chegar a dezenas de milhares de reais.
Este conteúdo tem finalidade jornalística e informativa. Os números apresentados podem variar conforme atualização de bases públicas, município, data da negociação, padrão do solo, infraestrutura, benfeitorias, condições jurídicas e forma de pagamento. Não constitui laudo de avaliação, recomendação de investimento, parecer jurídico, contábil ou imobiliário. Para decisões patrimoniais, financeiras ou fundiárias, consulte engenheiro agrônomo, corretor rural habilitado, avaliador, advogado e os órgãos públicos competentes.
4 de agosto de 2026
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