Como Tirar o Nada Consta do Coren: Guia Rápido
13 de agosto de 2026

A tabela Qualis, referência usada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para apoiar a avaliação da produção científica vinculada à pós-graduação brasileira, continua sendo uma das consultas mais importantes para pesquisadores, docentes, editores e estudantes em 2026. Com a adoção de uma tabela padrão organizada por títulos e ISSN, a ferramenta busca dar mais consistência à identificação dos periódicos, mas exige atenção: o estrato de uma revista pode variar conforme a área de avaliação e o ciclo considerado. Por isso, consultar a fonte oficial antes de submeter um artigo ou contabilizar uma publicação é decisivo para evitar interpretações equivocadas.
O Qualis Periódicos integra o conjunto de instrumentos da CAPES voltados à análise da produção intelectual de programas de pós-graduação. Em termos práticos, a tabela Qualis reúne revistas científicas e apresenta classificações que ajudam comissões, programas e pesquisadores a contextualizar os veículos nos quais artigos foram publicados. Ela não deve ser confundida com uma certificação absoluta de qualidade editorial, nem substitui a leitura crítica do periódico, de sua política de revisão por pares e de sua indexação.
A mudança para uma tabela padrão única, com cerca de 5,4 mil títulos identificados de forma padronizada por ISSN e nome, responde a uma demanda por maior organização da base. O ISSN é particularmente relevante porque reduz ambiguidades provocadas por títulos semelhantes, alterações de nome ou versões impressas e eletrônicas de uma mesma publicação. Ainda assim, o resultado da consulta precisa ser interpretado no contexto da área de avaliação à qual o programa de pós-graduação está vinculado.
O princípio da avaliação por área permanece central. Uma revista que recebe determinado enquadramento em Educação, por exemplo, pode aparecer com outro estrato em Administração, Engenharia ou Saúde Coletiva. Isso ocorre porque cada campo possui padrões de circulação científica, bases de indexação, indicadores e critérios próprios. Logo, não é tecnicamente adequado divulgar que um periódico é simplesmente “A1” ou “A4” sem indicar qual área e qual período avaliativo foram considerados.
Nos modelos mais conhecidos, os estratos eram apresentados de A1 a C, com A1 na faixa superior. Materiais de transição e propostas recentes passaram a mencionar escalas de A1 a A8 para periódicos em determinados contextos de referência. A eventual adoção, aplicação e leitura desses níveis devem ser verificadas nos documentos oficiais do ciclo correspondente, pois regras, calendários e critérios podem ser atualizados pela CAPES. A classificação publicada em uma lista histórica não garante automaticamente o mesmo enquadramento em ciclos posteriores.
Entre os dados bibliométricos associados aos debates sobre a classificação estão o CiteScore, da Scopus, o Journal Impact Factor, da Web of Science, e o h5-index, do Google Scholar. Em metodologias divulgadas para a construção de referências, o percentil mais favorável disponível entre bases consideradas pode ter papel relevante. Entretanto, indicadores quantitativos não esgotam a análise: aderência temática, regularidade, integridade editorial, alcance internacional e particularidades de áreas com forte produção nacional também são fatores relevantes.
A consulta deve ser feita preferencialmente na Plataforma Sucupira, canal oficial de consulta de periódicos. O usuário pode pesquisar pelo título da revista, pelo ISSN e, quando aplicável, filtrar informações da área. A CAPES também divulgou informações sobre a tabela padrão do Qualis, que deve ser lida em conjunto com normas e comunicados do sistema de avaliação.
| Elemento | O que indica | Cuidados para o pesquisador |
|---|---|---|
| ISSN | Identificador internacional do periódico | Confirmar se corresponde à versão online ou impressa consultada. |
| Área de avaliação | Campo que aplica critérios e interpretações específicas | O mesmo título pode ter estratos distintos entre áreas. |
| Estrato Qualis | Posicionamento do periódico no modelo adotado pela CAPES | Informar sempre ciclo, área e fonte da classificação. |
| CiteScore | Métrica bibliométrica associada à base Scopus | Não comparar áreas diferentes sem observar percentis e contexto. |
| Journal Impact Factor | Indicador ligado à Web of Science | Não equivale sozinho a qualidade metodológica de cada artigo. |
| h5-index | Indicador de citações visível no Google Scholar | Pode sofrer variações de cobertura entre campos e idiomas. |
O ponto mais sensível da tabela Qualis é justamente a interpretação automática. Um estrato elevado pode ser um sinal relevante de visibilidade e desempenho editorial dentro de uma área, mas não torna todos os trabalhos publicados naquele veículo equivalentes em contribuição científica. Da mesma forma, uma revista com classificação intermediária pode ser altamente adequada a pesquisas regionais, aplicadas ou interdisciplinares. A decisão de submissão deve combinar os critérios institucionais com o público que se pretende alcançar.
Também é recomendável cautela diante de sites, planilhas e redes sociais que reproduzem classificações sem data, sem ISSN ou sem a indicação da área. Bases não oficiais podem servir apenas como apoio inicial. Para decisões que impactem bolsas, credenciamento, relatórios técnicos, concursos ou progressão funcional, a conferência na Sucupira e nos regulamentos da instituição é indispensável.
A tabela Qualis é uma referência da CAPES para classificar periódicos utilizados na produção científica de programas de pós-graduação. Ela organiza informações sobre veículos de publicação e apoia processos de avaliação acadêmica, respeitando critérios e áreas definidos em cada ciclo.
A fonte prioritária é a Plataforma Sucupira da CAPES. A pesquisa pode ser realizada pelo nome do periódico ou, de modo mais preciso, pelo ISSN. Antes de utilizar o resultado, é necessário conferir a área de avaliação e a vigência da informação.
Não necessariamente. O Qualis é dependente da área. Um mesmo periódico pode aparecer com classificações diferentes porque as áreas de avaliação utilizam parâmetros e contextos bibliométricos próprios para analisar a produção intelectual.
Não. A escala tradicional de A1 a C é amplamente conhecida, mas documentos e debates recentes apontam transição ou referências a uma estrutura de A1 a A8 em certos materiais. A escala aplicável deve ser confirmada nos documentos oficiais do período e da área correspondente.
Não. O pesquisador deve verificar a compatibilidade entre o escopo da revista e o artigo, a qualidade da revisão por pares, a indexação, as taxas eventualmente cobradas, a transparência editorial, o alcance do público e os critérios específicos de seu programa ou edital.
A tabela Qualis permanece relevante para o planejamento da produção científica no Brasil, mas seu uso responsável depende de precisão documental. Em vez de tratar o estrato como um rótulo fixo e universal, pesquisadores devem confirmar ISSN, área, ciclo de avaliação e fonte oficial. A padronização de títulos amplia a rastreabilidade da consulta, enquanto a análise de métricas e práticas editoriais ajuda a formar uma visão mais completa sobre cada periódico. Para programas, autores e gestores, a rotina mais segura é acompanhar comunicados da CAPES e registrar toda consulta realizada.
Este conteúdo tem finalidade jornalística e informativa e não substitui normas da CAPES, editais, deliberações de programas de pós-graduação ou orientações de instituições de ensino e pesquisa. Estratos, critérios, métricas e tabelas podem ser revisados. Antes de tomar decisões acadêmicas, administrativas ou financeiras, consulte a Plataforma Sucupira, os documentos oficiais da área de avaliação e a coordenação do programa responsável.
13 de agosto de 2026
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